Employer Branding: como fortalecer sua marca empregadora e atrair talentos estratégicos para o seu time

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mãos segurando figuras de papel representando pessoas em círculo.

Sumário

Em um mercado cada vez mais competitivo, empresas que desejam atrair e reter os melhores talentos precisam ir além de oferecer bons salários e benefícios. Elas precisam construir uma percepção sólida de valor enquanto marca empregadora. 

E é justamente aí que entra o employer branding, uma estratégia que ganhou espaço nas áreas de Recursos Humanos e se tornou indispensável para empresas que buscam vantagem competitiva na atração de profissionais qualificados.

Se antes esse conceito parecia restrito a grandes corporações, hoje qualquer organização — independentemente do porte ou setor — pode e deve investir na construção de uma marca empregadora forte. 

E quem lidera esse movimento é o RH, que passa a ter um papel ainda mais estratégico, conectado diretamente aos objetivos de crescimento, cultura e desenvolvimento organizacional. Entenda melhor a seguir!

O que é employer branding na prática e por que o RH deve liderar?

O employer branding pode ser entendido como a gestão da percepção que os profissionais, internos e externos, têm sobre a sua empresa enquanto empregadora. 

Em outras palavras, é como o mercado de trabalho enxerga sua organização no que diz respeito à proposta de valor, ambiente de trabalho, oportunidades de crescimento e alinhamento com os propósitos individuais dos profissionais.

Não se trata apenas de criar campanhas bonitas para redes sociais, mas sim de garantir que os valores da empresa estejam refletidos em toda a jornada do colaborador — do primeiro contato no processo seletivo até o desenvolvimento de carreira e até mesmo no desligamento.

E por que o RH deve estar à frente? Porque nenhum outro setor tem tanta proximidade com a gestão de pessoas, a cultura organizacional e os processos que impactam diretamente a experiência dos colaboradores. 

Cabe ao RH alinhar essa estratégia com a comunicação interna, desenvolvimento de lideranças, treinamentos, recrutamento e até com a experiência digital dos processos internos.

Impacto na retenção, no engajamento e na percepção de valor da empresa

Investir em employer branding gera efeitos diretos na retenção de talentos, no engajamento das equipes e na própria reputação corporativa. Um dado da Glassdoor mostra que 81% dos profissionais consideram a reputação da empresa antes mesmo de se candidatar a uma vaga.

Além disso, empresas com uma marca empregadora forte conseguem reduzir em até 43% o custo por contratação.

Mas o impacto não para por aí. Quando os colaboradores percebem que trabalham em uma organização que valoriza seu bem-estar, promove desenvolvimento e tem um ambiente saudável, os níveis de engajamento disparam. E equipes engajadas são 21% mais produtivas, segundo estudos da Gallup.

Na prática, isso significa menos turnover, menos gastos com recrutamento recorrente, maior produtividade e, consequentemente, mais resultados sustentáveis para o negócio.

Veja também: Gestão de desempenho: como alavancar o crescimento alinhando pessoas às metas organizacionais? 

Ações práticas de baixo custo para começar agora

Fortalecer o employer branding não exige, necessariamente, grandes investimentos financeiros. Na verdade, muitas ações começam com atitudes simples e mudanças de postura.

O primeiro passo é garantir que os valores e a cultura organizacional estejam muito bem definidos e alinhados com a prática diária. Não adianta falar em inovação se o ambiente é engessado. Ou pregar equilíbrio entre vida pessoal e profissional quando há excesso de horas extras e prazos irreais.

Outra ação altamente eficaz é valorizar os próprios colaboradores como porta-vozes da marca. Incentivar que eles compartilhem nas redes sociais suas experiências, conquistas e o dia a dia dentro da empresa gera autenticidade e credibilidade.

Além disso, ações como celebrar datas internas, divulgar histórias de sucesso dos próprios colaboradores e criar uma comunicação interna mais humanizada são passos que fazem uma diferença enorme.

Como envolver lideranças e colaboradores nesse processo?

Nenhuma estratégia de employer branding se sustenta se não houver alinhamento com as lideranças da empresa. Afinal, são os gestores que impactam diretamente na experiência dos colaboradores. Um líder tóxico, por exemplo, pode destruir em poucas semanas toda uma percepção positiva construída pela empresa no mercado.

Por isso, é fundamental capacitar lideranças para que entendam seu papel na construção dessa marca empregadora. Isso passa por treinamentos de comunicação não-violenta, escuta ativa, feedback construtivo e gestão de equipes focada em desenvolvimento humano.

Os próprios colaboradores também devem ser convidados a cocriar essa percepção. Pesquisas internas, comitês de cultura, grupos de afinidade e canais de sugestões são ferramentas importantes para que eles se sintam parte ativa da construção desse ambiente.

Leia mais: Cultura organizacional: impacto nos colaboradores e soluções Nexti

Ferramentas e indicadores para acompanhar resultados e reportar à diretoria

reunião de equipe com profissionais sorrindo e dois executivos apertando as mãos.

Assim como qualquer outra estratégia de negócios, o employer branding também precisa ser mensurado. E aqui o RH pode — e deve — utilizar tecnologia para trazer dados e relatórios que comprovem os avanços e resultados para a alta liderança.

Entre os principais indicadores estão o Net Promoter Score (NPS) dos colaboradores, a taxa de turnover, o tempo médio de fechamento de vagas, o número de candidatos por vaga e até a análise dos comentários em plataformas como Glassdoor e Indeed.

Ferramentas de gestão de engajamento, como os oferecidos pela Nexti, são aliados valiosos para aproximar a comunicação entre a empresa e os colaboradores, otimizar o recebimento e envio de documentos e administrar os benefícios da equipe com melhor eficiência.

Conclusão

Fortalecer o employer branding é muito mais do que uma tendência: é uma necessidade urgente para empresas que desejam se manter competitivas, inovadoras e, sobretudo, humanas. O papel do RH nesse contexto é absolutamente estratégico, pois é ele quem conecta cultura, propósito, tecnologia e desenvolvimento de pessoas em uma única jornada.

Seja ao atrair os melhores talentos do mercado, seja ao reter aqueles que já fazem parte do time, construir uma marca empregadora sólida é um investimento que traz retornos tangíveis e intangíveis para o negócio.

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Rebeca Medeiros Nepomuceno
Formada em Engenharia de Produção pela UFC, natural do Ceará, que encontra seu lazer favorito em passar tempo de qualidade com as pessoas que ama. Com experiência em segmentos de mercado, como indústria, HR Techs (B2B), Proptechs, Edtechs e E-commerce. Definitivamente AMA o ambiente de startups.
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